sábado, 9 de abril de 2011

Don't Think of me

Não Pense Em Mim

Ver que você está com ela e não comigo
Eu espero que ela seja doce e muito bonita
Eu ouvi dizer que ela cozinha deliciosamente
Um pequeno anjo ao seu lado

Ver que você está com ela e não comigo
Oh como um homem pode ter tanta sorte
Eu ouvi dizer que sua casa é pequena e limpa
Oh que amável com sua rainha do lar
Oh que amável deve ser

Quando você ver o doce sorriso dela baby
Não pense em mim
Quando ela se deitar em seus braços quentes
Não pense em mim

Ver que você está com ela e não comigo
Eu sei que ela espalha doçura
Na verdade o seu melhor amigo
Eu ouvi dizer que ele passou a noite passada com ela
Agora como você se sente? Como você se sente?

Quando você ver o doce sorriso dela baby
Não pense em mim
Quando ela se deitar em seus quentes braços
Não pense em mim

E é muito tarde e é muito ruim
Não pense em mim
Oh é muito tarde e é muito ruim
Não pense em mim

Te incomoda agora toda a bagunça que eu fiz?
Te incomoda agora todas as roupas que você me disse pra não
usar?
Te incomoda agora todos os jogos raivosos que jogamos?
Te incomoda agora quando eu não estou lá?

Quando você ver o doce sorriso dela baby
Não pense em mim
Quando ela se deitar em seus quentes braços
Não pense em mim

E é muito tarde e é muito ruim
Não pense em mim
Oh é muito tarde e é muito ruim
Não pense em mim

domingo, 3 de abril de 2011

A música fala por mim



Suma Daqui

Quantas vezes terei que dizer
Para ir embora?
Suma daqui
insinuando-se depois de outra garota
Você teve seu jogo, deu seu tiro
e foi embora com muito,
Mas não estou excitada. (interessada)
Então jogue fora essa carne que você está vendendo.

Porque eu sei o que é bom para mim
E eu fiz o que pude por você
Mas você não está se beneficiando
E ainda estou sentada, cantando novamente
canto, canto novamente!
Como posso lidar com isso
se ele não se revolve?
Vou me curar disso?
Ele não vai admitir.
Nada para fantasiar,
tenho que me livrar dele.
É hora, a verdade estava lá:
Que ele não dá a mínima pra mim.

Porque eu sei o que é bom para mim
E fiz o que podia por você
Mas você não está se beneficiando
E ainda estou sentada, cantando novamente
canto, canto novamente.
Como posso lidar com isso
se ele não se revolve?
Vou me curar disso?
Ele não vai admitir.
Nada para fantasiar,
tenho que me livrar dele.
É hora, a verdade estava lá:
Que ele não dá a mínima pra mim.

Quantas vezes posso escalar
Até se elevar a um nível onde eu não possa mais respirar?
E eu tenho que decidir, se você deve zombar
Eu sou obrigada a levantar e ir
Idealizarei, então, notarei que não é muito sacrifício,
Porque o preço está pago
E não há mais nada com o que se preocupar.
Vá se foder!

Porque fiz o que pude por você
E eu sei o que é bom pra mim
e não estou me beneficiando
Em vez disso, estou sentada, cantando novamente, cantando novamente, cantando novamente.
Canto, canto, canto novamente.
Como posso lidar com isso
se ele não se revolve?
Vou me curar disso?
Ele não vai admitir.
Nada para fantasiar,
tenho que me livrar dele.
É hora da verdade:
ele não dá a mínima pra mim.

Como posso lidar com isso
se ele não se revolve?
Vou me curar disso?
Ele não vai admitir.
Nada para fantasiar,
tenho que me livrar dele.
É hora da verdade:
ele não dá a mínima pra mim.

Fiona Apple

quarta-feira, 30 de março de 2011

Eu choro


"Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela."

Anais Nin

Chorei porque as vezes não há outra alternativa, e a única coisa que parece aliviar a alma é o ato de chorar. Derramar lágrimas pode ser curativo. E eu choro, choro pelas escolhas erradas, pela incerteza da minha vida, choro por ser quem eu sou, por não poder abrir minhas asas. Choro sem ter vergonha de assumir, sem ter vergonha das minhas lágrimas porque elas são verdadeiras, e no momento, é o que tenho...

domingo, 27 de março de 2011

Caçadora


Com uma luz acesa em um cômodo
Eu sei que você está acordado quando chego em casa.
Com um pequeno passo no degrau,eu sei o seu olhar quando eu chego lá.

Se você fosse um rei lá em cima no seu trono Você seria esperto o suficiente para me deixar ir? Pois essa rainha de quem você pensa ser dono
Quer ser uma caçadora novamente, quer ver o mundo sozinha de novo,
me arriscar mais uma vez na vida.
Então me deixe ir.

O livro não lido e o aspecto doloroso.
A televisão está ligada, o som está baixo.
Uma longa pausa, daí você começa:
"Oh, olhe só o que o gato trouxe".

A coroa que você colocou sobre a minha cabeça está muito pesada agora
E eu não sei o que lhe dizer mas vou sorrir de qualquer maneira
E o tempo todo estou pensando, pensando.

Eu quero ser uma caçadora de novo, quero ver o mundo sozinha de novo, me arriscar mais uma vez na vida.
Então me deixe ir.

Dido

domingo, 20 de março de 2011

Corpo e Alma


"Não foi à toa que Adélia Prado disse que "erótica é a alma". Enganam-se aqueles que pensam que erótico é o corpo. O corpo só é erótico pelos mundos que andam nele. A erótica não caminha segundo as direções da carne. Ela vive nos interstícios das palavras. Não existe amor que resista a um corpo vazio de fantasias. Um corpo vazio de fantasias é um instrumento mudo, do qual não sai melodia alguma. Por isso, Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: "continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?"
Rubem Alves

Este fragmento de Rubem Alves me fez lembrar da história de Sherazade e as Mil e uma noites. A história é sobre um rei chamado Xeriar que a cada noite se casava com uma moça virgem do reino. Após consumado o casamento, Xeriar mandava matar a esposa com quem passara a noite.
Eis que um dia a bela Sherazade se oferece para se casar com o rei, e é claro que todos já sabiam o que acontecia com as moças escolhidas. O pai lhe pede para que não vá, pois não queria perder a filha, mas seu pedido foi em vão, Sherazade estava determinada, e se caso fosse enfretaria seu destino cruel.
O casamento se realiza e na noite de núpcias, quando os corpos já haviam encontrado os prazeres da carne, Sherazade começa a falar, contar histórias. Histórias que nunca tinham sido ouvidas pelo rei, e Xeriar aquele homem rude e implacável fica inebriado com as palavras, entorpecido com a grandeza do espírito da mulher que estava ao seu lado, Sherazade que já era bela, tornou-se ainda mais bela aos olhos do rei. Como não desejar aquela mulher inteligente que lhe oferecia muito mais que uma noite de prazer? Como não amá-la? Ele finalmente havia encontrado a mulher que sempre procurou.
Sherazade não morreu. Viveu com o rei que soube admirá-la e desejar a cada dia mais aquela alma inquieta, errante que não se contentava com uma única existência. O rei se identificou com cada palavra dita por Sherazade, e não apenas por sua beleza física. Afinal, Sherazade era uma mulher incomum. E passaram mil e uma noites sentindo os prazeres do corpo e da alma, afinal, um complementa o outro.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Pássaro Ferido


Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha

E Lidiana está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força

Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém me entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente

Nada existe p'rá mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Lidiana sabe que a loucura está presente

E sente a essência estranha do que é a morte

Mas esse vazio ela conhece muito bem

De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo

O medo de voltar p'rá casa à noite

Os homens que se esfregam nojentos

No caminho de ida e volta da escola

A falta de esperança e o tormento

De saber que nada é justo e pouco é certo

De que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto

A violência e a injustiça que existe

Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Lidiana está trancada no seu quarto

Com seus discos e seus livros, seu cansaço

Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola, e esperam que eu cante como antes.
Eu sou um pássaro, me trancam na gaiola, mas um dia eu consigo resistir
E vou voar pelo caminho mais bonito
Lidiana só tem 31 anos, mas sua alma não tem idade.

Música da Legião Urbana chamada Clarisse, composta por Renato Russo e que exemplefica bem como me sinto e como sou


terça-feira, 15 de março de 2011

...


Estou tentando entender o que esta acontecendo com minha vida. Não encontro a resposta. Onde foram parar meus desejos, meus sonhos, minha ânsia de viver, cadê minha força? Parece que sugaram de mim, ou então talvez eu não seja tão forte quanto apresento. Talvez eu seja meramente uma respresentação patética de alguém que eu gostaria de ser...

segunda-feira, 14 de março de 2011

O escorpião pode não ser tão venenoso assim...


Ainda não li e nem vi o filme "Bruna Surfistinha", mas confesso que depois de algumas críticas me interessou a história, e também me fez recordar toda a polêmica envolvendo Bruna, Samantha Moraes e seu marido (na época) João Correa de Moraes, que abandonou a mulher e as filhas para ficar com Bruna. Lembro-me que quando Samantha foi no Superpop, a maioria das pessoas sentiu pena da mulher traída e Bruna foi execrada em rede nacional. Confesso que também fiquei revoltada, afinal, como pode um homem abandonar a esposa e suas filhas para ficar com uma prostituta??? Pois bem, passados alguns anos comecei a refletir com mais maturidade algumas questões da vida. E cheguei a conclusão de que é muito fácil julgar os outros, apontar o dedo e negar nossas próprias limitações. E não me refiro apenas ao caso "Bruna Surfistinha", pois como sabemos, este não é um caso isolado. Quantas vezes nos vemos julgando e condenando alguém sem ao menos dar-lhe a oportunidade e o direito de defesa? Não estou aqui defendendo ninguém, até porque não sou advogada, mas tento ver a situação com certa imparcialidade. Segundo consta, o rapaz teve 7 (sete) encontros com Bruna, e para os mais desavisados esse teria sido o ÚNICO motivo da separação. Mentes limitadas não conseguem refletir sobre nenhuma situação. Pois agora levanto alguns questionamentos: estaria João sendo verdadeiramente feliz ao lado da esposa? A mulher estaria lhe oferecendo o necessário e suprindo suas carências ( e não me refiro a sexo apenas)? Ora, se um ser humano se sente completo e feliz com seu cônjuge, por que então buscar nos braços de outro(a) aquilo que teoricamente lhe falta? Não posso ser ingênua e dizer que não existem pessoas sem caráter. É claro que elas existem! Mas a grande questão não é o mau caratismo, e sim avaliar a facilidade que as pessoas têm para fazer pré-julgamentos. Então vejamos: seria mais honesto continuar com a esposa e manter os encontros furtivos com Bruna? Como já dito, este caso não é isolado. Mas antes de julgarmos e condenarmos alguém caros leitores, vamos expandir nossas mentes e nossa capacidade de raciocínio. Afinal, ninguém esta isento de cometer erros.

sábado, 12 de março de 2011

Invisível


"Dizem que que ela é invisível
mas pobre são aqueles
que não a conseguem ver
que tem medo de sabe lá Deus o que

Indizível, mais provável
São duas em apenas uma
força e fragilidade
é singela e que poder
dela dizer o que?

Ousar, não tem limites
pensa, deseja, cumpre
Age, não espera, corre,
para aquilo que anseia

Jamais promíscua
sempre caleidoscópica
mas as vezes pássaro ferido,
chora, se apavora, se esconde
fecha as asas e para

Anseio e mais anseio, quer sair
quer voar, se soltar
se libertar
grilhões, há sim

Mas duvido que possam afugentar
o espírito que quer voar
pássaro ferido que como fenix renasce
de cinza em cinza volta ao caleidoscópio
de cores, sentimentos, amores

Viver, voar
se apaixonar
pela vida doída,
se deixar levar

Invisível?
Duvido
Indizível?
Admito
Sem igual!"

Eduardo Ferreira Dias de Souza

sexta-feira, 11 de março de 2011


Hora de voltar para a caixa. Já estou me acostumando com ela, já estou aceitando a ideia de que ninguém poderá me resgatar porque sou um erro. Uma bagunça que ninguém quer arrumar, e como desejei que arrumassem! Ou pelo menos que me ajudassem! Não se pode arrumar ou ajudar o que não se vê. Sinto-me tão invisível, que receio desaparecer de uma vez...

quarta-feira, 9 de março de 2011

Diferente de mim



Não há garantias na vida
Não para o presente
Não para o futuro

Tudo o que eu sei é
Que eu estou aqui
Não sei por quanto tempo

Eu amo o seu jeito
De viver tão intensamente
Aproveita cada minuto da vida
Com espaço para agitar
Seus braços ao redor
Rindo estrondosamente


Ao contrário de mim
Ao contrário de mim
Você acha que eu sou estranha?
Ao contrário de você
Ao contrário de você
Eu não estou fingindo

Não há tempo
Não há tempo
Não há tempo
Tempo não existe de verdade

O passado, o presente
E o futuro
Estão todos juntos


De mãos dadas
Você se move e muda
Ainda que você não vá a lugar nenhum
Tudo permanece igual
Você me encara
E me faz perguntas
Me deixa nervosa
Esse quarto mantém uma cor constante
Enquanto eu sou uma montanha russa

Kate Havnevik


Apenas sigo


Continuo sem saber onde quero chegar, para onde devo ir.
Continuo correndo sem uma direção certa, buscando algo que já não faz mais sentido
Uma direção incerta, caminhos tortuosos
E minha ânsia não acaba, tenho sangue nas veias que necessita de movimento, assim como meu corpo.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Fatal

Creio que nunca tenha escrito alguma crítica sobre filmes. O motivo é bem simples: sou passional demais para analisar os detalhes técnicos que os “entendidos” se atém, no entanto, ontem assisti a um filme que me despertou a atenção.

Trata-se de “Fatal” baseado na obra do escritor Philip Roth, e dirigido pela cineasta espanhola Isabel Coixet, diretora de películas como: “Minha vida sem mim”, e “A vida secreta das palavras.”

David Kepesh, interpretado brilhantemente por Ben Kingsley, é um renomado professor univesitário, crítico de arte e que sente seu ego inflado por saber que é objeto de desejo de suas alunas (necessidade de autoafirmação). Toda essa autoconfiança cai por terra no dia em que ele conhece Consuela Castillo (Penélope Cruz, que quando bem dirigida consegue convencer), uma jovem segura de si, inteligente e bonita.

Eis que o professor de meia idade se vê envolvido com a jovem quase 30 anos mais nova. David se torna inseguro, não só pela idade, por se sentir velho, mas porque ele sabia que um dia aquele relacionamento chegaria ao fim, já que ele não conseguia manter uma relação estável com nenhuma mulher.

David vive essa paixão. Sua vida encontra-se em total desequilíbrio, ele teme um futuro com Consuela, sente que esta envelhecendo e segundo ele mesmo diz: “Consuela tem toda a vida pela frente.” E ele não?

Apesar do filme mostrar toda a insegurança de David, o que para o expectador torna-se compreensível, compreendemos também o lado de Consuela. Jovem, linda, e que quer viver essa paixão, a diferença de idade nunca foi um obstáculo para ela, pelo contrário, ao lado de David ela se sente segura, se sente alguém...

Então, o que impediria esse romance? Bem, David tem um caso puramente sexual com uma mulher há mais de 20 anos. Ela é seu alicerce, é ela quem oferece o equilíbrio que David tanto necessita. Isso fica evidente também quando George (Denis Hopper), seu melhor amigo, um homem que foi infiel a vida inteira, adoece e se vê sob os cuidados de sua esposa traída. Será isso então que os homens precisam? Alguém que não coloque em xeque seus sentimentos, desempenho sexual, suas vidas perfeitamente planejadas? E a mulher? Do que ela precisa?

A relação com o filho é algo delicado e difícil. O filho, um homem já casado, médico, culpa o pai por ter abandonado o lar. Essa relação foi pouco explorada, pois não fica claro se David tentou realmente uma aproximação com o filho. A grande questão é que quando o rapaz questiona esse “abandono”, David é categórico: “fui honesto.” E de fato o foi, foi honesto com sua ex-mulher, com seu filho e até consigo mesmo. Mas fica a pergunta: estaria ele sendo honesto com Consuela e com seus sentimentos? Se escondendo atrás da insegurança e do medo de envelhecer?

Um outro ponto que pode ser discutido, é sobre a beleza da mulher. “As mulheres bonitas são invisíveis”. E são mesmo! A maioria das pessoas não se interessa em enxergar verdadeiramente uma mulher bonita. Vistas como objetos sexuais, alguém para se passar uma noite e depois se gabar com os amigos, ninguém sabe como são sozinhas e que choram durante a noite, ou que são apreciadoras da arte (no caso de Consuela).

Bem, essa não é uma resenha crítica, até porque não conseguiria fazê-la. Cinema é algo pessoal demais, por isso decidi levantar apenas alguns pontos do filme que podem ser discutidos e que talvez nem tenham tanta relevância assim para quem já assistiu. No entanto, como já dito, filmes são extremamente subjetivos e por esta razão apresento apenas alguns questionamentos que despertaram meu interesse. Mesmo se não concordarem com meus "devaneios", fica a dica para quem tem sensibilidade e acima de tudo, não sente preguiça de refletir sobre as relações humanas, suas fraquezas e inseguranças.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A caixa


Ainda espero ser resgatada de mim mesma. Espero poder voltar a sonhar e sair da caixa fria e escura, deixando que a água lave meu corpo e me ressuscite. Quem vai me tirar da caixa? Terei que contar comigo somente? As vezes sozinha fica difícil, e enquanto isso continuo morando na caixa. Dentro dela, eu apenas estudo, durmo e caminho, nada de sonhos, nada de planos. Vive apenas uma boneca, um erro que todo mundo sente medo e que ninguém quer assumir, e os erros devem manter-se longe, devem ficar dentro da caixa. Não espero mais que alguém me resgate, seria esperar por algo que nunca virá. É melhor continuar dentro da caixa, sem planos, sem sonhos, isso é perigoso. Sinto frio, mas aqui estou protegida, protegida de mim mesma e dos meus pensamentos! Relação de amor e ódio: quero sair da caixa, mas me sinto protegida dentro dela. Um paradoxo inexplicável, é a dualidade, os extremos. Só sei viver dessa forma estúpida! Tão estúpida quanto esse post, esse blog!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Ninguém mais namora as deusas


"Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo. Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha? As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver". Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones? Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados... As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura. Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador". O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão. Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há. Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou. Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa. A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro. São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades. Mas, diante delas, o homem normal tem medo. Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho". Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens. Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60. Não há mais o grande "conquistador". Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis. Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"... Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor (eu). Mas ainda existem mulheres de verdade. Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho. E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual". Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas. Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!! Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Beegees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!! Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo: -"meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!." -"Ah "meu"..o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica". E a música??? Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva..." e o "Vai serginho"???... Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!! Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!! Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de Tv: Façam-os sumirem da sua vida!"

Arnaldo Jabour

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dualidade


De um lado a menina que mora na caixa fria e escura. Do outro, a leoa capaz de enfrentar qualquer batalha para defender e conseguir aquilo que acredita. É assim: duas mulheres em um só corpo, dividindo o mesmo coração, mas com emoções distintas, desejos e sentimentos que não têm absolutamente nada em comum. E não há nada para ser entendido. Não se trata de uma expressão numérica que precisa ser entendida e resolvida, trata-se de uma mulher que chora, ri, tem seus dias de fúria, pode ser suave como um piano e estridente como uma guitarra, não sente medo de expressar seus sentimentos mais profundos e suas feridas abertas. Hoje se sente bem, amanhã não se sabe. Vive assim nos extremos das relações, dos sentimentos. Vive de forma intensa porque sua existência é complexa demais para se contentar apenas com o que é possível e permitido.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

E daí?


Hoje enquanto fazia caminhada, estive pensando em uma série de coisas que esta acontecendo na minha vida. Mudanças bruscas que ainda não consegui definir se serão boas ou ruins, o fato é que mudança sempre gera medo e insegurança.
Ultimamente tenho recebido muitas críticas com relação ao meu peso. De repente todo mundo começou a se preocupar, me perguntam se estou me alimentando direito, e já disseram até que estou com aspecto de doente.
Os comentários não me importam, o que me importa verdadeiramente é saber que quando eu estava acima do peso e me sentia infeliz, ninguém se importava. Quando fui vítima de bullying na escola por ser gorda, ninguém fez absolutamente nada! Nas minhas inúmeras tentativas de tentar emagrecer, me diziam que eu não precisava sem se importarem com o que realmente estava no meu coração, com o meu real desejo.
Embora eu me sinta bem pesando 52kg, sinto um vazio que parece não ter fim. E o que tem isso? Afinal de contas estou bem abaixo do meu peso, e não importa o quão magra ou gorda eu esteja, essa sentimento de buscar sabe lá Deus o quê, de esperar o que nunca virá, esse sentimento não vai desaparecer. E eu pergunto: quem liga para isso? Quem se importa quando se esta infeliz e não se sabe a razão, quando tudo o que você quer é sair correndo mesmo que tudo esteja bem, quando você sente um desejo frustrado de acordar e se tornar outra pessoa.
Não isso não tem importância, afinal, estou magra demais...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que me nutre, me destrói


A fome virou uma compulsão. Preciso sentir fome o tempo todo, ela é minha companheira e me faz sentir bem comigo mesma. Nada do que disserem me fará mudar de ideia. A fome é meu alicerce, é o que preenche esse vazio que sinto, me ajuda a lidar com as perdas que tive e as que ainda terei... A dor da fome me ajuda a lidar com outras dores piores. Não me critiquem, não tenham piedade de mim, quando me sinto magra, sinto que sou alguém...

domingo, 6 de fevereiro de 2011


Quantas vezes será preciso me perder para que eu possa me encontrar? Por que meu coração é inquieto e inconformado?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Incerteza


Não sei o que escrever. Há muito tempo me sinto assim, sem saber o que há dentro do meu coração, da minha cabeça. Tudo parece estar vazio...
Tantas coisas aconteceram em um prazo muito curto de tempo. Vivenciei dois extremos de situações distintas: de um lado, minha formatura que foi uma grande conquista para mim, e por outro lado a perda de um ente querido. Qualquer que seja o sentimento, viver assim no extremo sempre traz um desgaste muito grande seja físico ou emocional. E eu me sinto assim: completamente esgotada.
Nas duas últimas semanas tenho vivido na mais completa incerteza, não sei como as coisas serão de agora em diante, não me sinto segura em nenhum âmbito da minha vida tudo parece estar na mais completa obscuridade e inércia porque também não vejo perspectivas de melhoras.
Nada é permanente. Nada permanece. A única coisa que permanece é a saudade, saudade de tempos que se foram, de coisas que ainda não foram vividas, de pessoas que nunca mais veremos.
É só saudade...